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sexta-feira, 15 de julho de 2011

So.....

Na semana em que completo vinte e um anos, alguns pensamentos me vieram. Lembranças de uma infância e adolescência silenciosa e vibrante.

E nessas lembranças, estavam inclusas a minha primeira redação, tão marcante, que eu fiz quando na primeira série do ensino fundamental, e nela escrevi uma estória de várias paginas um conto inventado e marcante. E outra foi a lembrança de uma redação que me esqueci de escrever para professora, quando a mesma pediu para eu ler, comecei com minha mente inventar uma estória, claro a professora descobriu meu tento, e ela não deixou eu terminar a estória. Hehe

Outras lembranças eram meu desejo de, ser motorista de ônibus, professora, médica, bancaria claro tudo dentro da imaginação de uma criança.

E a lembrança que mais gosto de recordar, foi quando pela primeira vez deixei minha imaginação se expandir. Lembro-me como se fosse hoje, a primeira estória, ou melhor segunda estória, que minha mente criou, sem palavras, ou cadernos, eu comecei a criar baseado em momentos marcantes. Foi quando assisti o filme x-men pela primeira vez, a imagem de um carinha tentando destruir a humanidade, e um monte de heróis o combatendo, fez com que tivesse o mais brilhante e fantástico sonho, e honestamente, o único que me lembro com todos os detalhes até hoje.

E com todo certeza sei que minha mente não se contentou com apenas uma ou duas estórias, eu comecei a criar diversas, com mocinhos, vilões, mundos diferentes, humanos ou não.

Um mundo que muitas vezes desejei que fosse realidade, lá eu fui poeta, escritora, musicista, mágica, atriz, rainha, esquisita, gênio, tinha poderes, rica, pobre, americana, européia, seqüestrada, esquecida, desprezada, chorona, amorosa, criança para sempre, estrela do rock, atleta internacional, em fim em minhas estórias coloquei tudo que desejava sonhos de criança ou adolescente. E agora sonhos de jovem.

E quer saber eu realmente tentei tudo isso, ou grande parte disso, eu tentei ser escritora, claro me desapontei, tinha capacidade de criar, mas não de escrever.

Tentei ser musicista, mas me desapontei. Tentei até mesmo ser atriz em minha timidez. Tentei ser amorosa, mas descobri que não o sou ou talvez não conseguisse. Tentei ser criança para sempre, mas tive que crescer. Eu até tentei ter super poderes, mas não funcionou, acho que continuo humana, às vezes até acho que sou indiferente, pelas minhas atitudes ou pela falta delas. Eu só não tentei ser motorista de ônibus, acho que minha idade ainda não o permite.

Eu realmente amo tudo isso, e admiro aqueles que o são com toda a dedicação (tirando a parte da indiferença), e talvez alguns possam pensar, ‘se ela tentou é porque não sabia quem era’, claro talvez até alguns anos atrás eu realmente não havia descoberto quem eu realmente era, e talvez eu ainda esteja descobrindo.

E pensando durante essa semana, eu encontrei uma coisa perdida entre as linha em meus vinte e um anos de vida, a minha criatividade, posso dizer que foi a única coisa que tentei e funcionou.

E falando a real foi ela que me ajudou em meu desenvolvimento na descoberta do mundo, com as estórias inventadas que mesmo sendo fruto da mente me ajudaram a construir conceitos, minhas virtudes, talvez elas fossem espelhos do mundo e de minha vida que sinceramente, minha mente não deixava ou ainda não deixa eu compartilhar, ou expressar para todos, ou alguns. humm

E é com ela, que mudarei as situações e aproveitarei as oportunidades que me cercam, porque um sonho que eu construí com ela foi de um mundo melhor, e uma vida feliz, e esse é aquele que nunca vou parar de tentar.

“Dez fez os homens com a brilhante capacidade de criar e modificar as coisas ao seu redor. Isso é uma benção – se feito com a consciência de que nossos atos criativos devem refletir a imagem de Deus, que é bela, verdadeira e repleta de significado. Viver essa imagem nos dá sentido, nos faz desfrutar de Deus e mostrar sua glória a todas a criaturas. Essa capacidade criativa inspira de forma maravilhosa nossa imaginação e isso nos leva a sonhar. Quando falamos em “sonho”, referimo-nos ao desejo por algo diferente, que nasce no ser humano a partir do momento em que ele constata que sua realidade poderia ser melhor. E quando surge um sonho, nasce com ele a esperança, que significa esperar por algo que se deseja.” Conselho editorial Jovem Ultimato. Revista Ultimato nº326 pag.33.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sem Corrupção não há eleição


“Enquanto ouvia o depoimento do deputado Roberto Jefferson no Roda Viva, lembrei-me das palavras que Santo Agostinho escreveu há mais de 1500 anos: ‘ Que são as quadrilhas de ladrões senão pequenos reinos?’”

“O que me horrorizou não foi a corrupção desse ou daquele. Corrupções individuais estão previstas na lei e se curam por atos punitivos. E nem foi a suposta corrupção do PT através do “mensalão”. O que me horrorizou foi perceber com uma clareza que eu não tinha antes, que o jogo inteiro é construído pelo acordo tácito entre todos os que dele participam acerca da corrupção. Sem corrupção não há eleição! Sem corrupção, o jogo político, tal como é jogado, entra em colapso.”

“O que está em jogo é a Grande Corrupção, que equivale à grande subversão dos ideais da democracia. Estamos de volta às leis das quadrilhas de ladrões. As regras desse jogo são simples:

Primeira Regra : objetivo supremo do jogo político é a tomada do poder., da mesma forma como a essência do jogo econômico é o lucro. Ser político é lutar pelo poder.

Segunda Regra : uma vez tomado o poder o objetivo do jogo político é permanecer no poder. O político eleito já no dia da posse começa a planejar a sua reeleição.

Terceira Regra enunciada por Maquiavel: para se atingir o poder e permanecer nele o que importa não é a honestidade, mas o parecer ser honesto. A transparência é inimiga mortal do jogo do poder, da mesma forma como é mortal na guerra, a continuação da política por meio das armas. O que é necessário é que o povo acredite nos políticos que pedem o seu voto. Porque a tomada e a permanência do poder só se conseguem através das ilusões do povo. Se o povo não tiver ilusões sobre o jogo político ele se recusará a joga-lo. O povo vota num candidato na esperança de que ele lutará pelo bem comum. Sobre o bem comum falam os políticos em época de eleição.

Quarta Regra: para continuar no poder é preciso dispor de recursos financeiros para a campanha da reeleição que se seguirá. Daí a necessidade de alianças com as empresas que farão as doações. Mas, como é bem sabido, no sistema capitalista, ninguém dá dinheiro a troco de nada. É dar para receber.

Quinta Regra: Enquanto o jogo real da política acontece nos bastidores, longe dos olhos dos eleitores, no palco são mostradas as coisas boas que se fazem legal e administrativamente para o bem estar do povo. Se isso não acontecer haverá sempre o perigo de que algo semelhante à Revolução Francesa venha a acontecer, com cabeças sendo cortadas na guilhotina.

Ao final fiquei com uma pergunta não respondida. Resolvi consultar o santo. Feita a ligação perguntei-lhe: “ Santo Agostinho, meu querido mestre: se são as quadrilhas de ladrões que tem o poder, se são as quadrilhas de ladrões que estabelecem as leis, se não há esperança de que elas, as quadrilhas, voluntariamente, abram mão do poder e mudem as leis, o que pode ser feito para se ter um governo justo?” Do outro mundo o santo respondeu: “ Meu filho, você não leu o meu texto com atenção. Lá está explicada a origem da corrupção: se, pela inércia dos homens fracos este mal cresce ao ponto de se apropriar de lugares... Perdoe-me a palavra que vou usar, tão a gosto dos brasileiros, e tão estranha no meu mundo, o mundo da teologia: esse mal cresceu porque vocês, povo do Brasil, são uns bananas...” com estas palavras ele desligou o telefone.

Rubem Alves

"Sem corrupção não há eleição"

Jornal Correio Popular

26/06/05

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

I was....


Eu estava caindo, vazia, perdida, sem sonhos, tudo em mim havia se tornado vaidade.
Por ter tentar mudar o 'mundo', percebi que não era possível, minha fé se abalou.
Perdi a esperança na vida, começei a sentir medo, medo de viver e medo de morrer, medo de sonhar, perder e ganhar.
Porém, supreendentemete aprendi sem perceber, graças a palavra de um Amigo, descobri que não posso mudar o mundo, ou melhor mudar todo o mundo, suas crenças, precepções, desejos, sonhos e tudo de melhor que ele tiver, não cabe a mim, esse tarefa, a mim cabe viver e testemunhar, em prol Daquele que realmente pode mudar o mundo.
Descobri que as ansiedades por mim vividas, não cabem a mim, pois são vaidades de uma vida vazia, e obtive a resposta de que eu devo viver.
Então hoje eu acordei e pensei é tempo de me dedicar, a fé, a minha vida, ao meu testemunho, e ter a convicção que Deus sempre soprará seu sopro em mim.